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Exportações e produtividade impulsionam liderança brasileira na carne bovina

Por Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br





O Brasil encerrou 2024 com uma performance histórica no setor da carne bovina, consolidando-se como o maior exportador mundial e segundo maior produtor global. Segundo dados do relatório Beef Report 2025, elaborado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), foram exportadas 2,89 milhões de toneladas da proteína para 157 países, gerando um faturamento recorde de US$ 12,8 bilhões — crescimento de quase 22% em relação ao ano anterior.





O desempenho extraordinário ocorre em um contexto de fortalecimento institucional: em 2024, o Brasil foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação, um marco sanitário que deve ampliar ainda mais a confiança internacional na carne brasileira.





A China manteve a posição de principal compradora, respondendo por 46% do volume exportado. Outros mercados expressivos incluem Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. A carne in natura representou 88% das exportações em volume e mais de 90% da receita gerada.





No plano doméstico, o mercado interno também teve papel relevante, absorvendo cerca de 70% da produção nacional — que totalizou 11,81 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC). O consumo per capita formal de carne bovina foi de 30,5 kg por ano, segundo o levantamento.





Foto: reprodução
Em 2024, a cadeia da carne bovina movimentou cerca de R$ 1 trilhão, equivalente a 8,4% do PIB brasileiro




O setor também demonstrou avanços significativos em produtividade. O número de bovinos terminados em confinamento chegou a 8,84 milhões de cabeças — o maior já registrado — e a média nacional de produtividade atingiu quase 5 arrobas por hectare/ano, frente às 2,8 arrobas de duas décadas atrás. Essa evolução se deu sem aumento da área de pastagem, que permaneceu estável em 160 milhões de hectares, evidenciando ganhos de eficiência e sustentabilidade. Programas como o Plano ABC+, o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas e o Protocolo Boi na Linha são exemplos de políticas públicas e privadas voltadas à sustentabilidade da cadeia.





Em 2024, a cadeia da carne bovina movimentou cerca de R$ 1 trilhão, equivalente a 8,4% do PIB brasileiro. O abate somou quase 46 milhões de cabeças — 62% delas sob inspeção federal — com destaque para o crescimento de 10,5% na produção total de carne. As exportações de carne bovina representaram 42% do total das vendas internacionais da pecuária brasileira e quase 8% das exportações do agronegócio.





No cenário global, o Brasil detém o maior rebanho bovino comercial do mundo (194 milhões de cabeças) e representa 21% de toda carne bovina comercializada no mercado internacional — ou seja, um em cada cinco quilos de carne exportada no planeta é brasileiro.





O Beef Report 2025 reforça a imagem da carne brasileira como produto de qualidade, sustentável e competitivo. Para a Abiec, o objetivo agora é ampliar mercados, garantir rastreabilidade e consolidar o Brasil como referência global em segurança alimentar.





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