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Exportações de proteínas animais crescem em junho, puxadas pela carne bovina

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br





As exportações brasileiras de proteínas animais apresentaram desempenho positivo em junho de 2025, com destaque para a carne bovina, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O setor ajudou a sustentar o crescimento da indústria de transformação no comércio exterior, mesmo diante da retração nas exportações agropecuárias em geral.





A carne bovina foi o principal motor do avanço, com aumento de 52,8% nas exportações em relação a junho de 2024. O incremento representou US$ 450 milhões a mais em embarques, com crescimento expressivo para mercados estratégicos. Para a Ásia, as vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada subiram 79,2%, somando US$ 400 milhões. Já para a América do Norte, o aumento foi de 62,3%, também com destaque para o produto in natura.





A carne suína também teve crescimento importante, com alta de 48% nas exportações para o continente asiático, principalmente China e Coreia do Sul. Embora em menor volume, o aumento reflete a retomada da competitividade do produto brasileiro no cenário internacional.





Foto: reprodução
Segundo os dados da Secex, a proteína avícola seguiu com fluxo regular de exportações, contribuindo para o saldo da balança, ainda que sem representar um dos principais vetores de crescimento em junho.




A carne de aves, por sua vez, embora não tenha apresentado expansão tão significativa quanto a bovina, manteve desempenho positivo e estável. Segundo os dados da Secex, a proteína avícola seguiu com fluxo regular de exportações, contribuindo para o saldo da balança, ainda que sem representar um dos principais vetores de crescimento em junho. Já os ovos, embora em menor escala dentro da pauta exportadora, registraram leve avanço, com crescimento de mercados em países da América do Sul e Oriente Médio, principalmente para uso industrial e reexportação.





No total, o Brasil exportou US$ 29,15 bilhões em junho, com crescimento de 1,4% sobre o mesmo mês do ano anterior. A corrente de comércio no período alcançou US$ 52,4 bilhões, e o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 5,89 bilhões. No acumulado do ano, de janeiro a junho, o saldo positivo da balança já soma US$ 30,1 bilhões.





Enquanto a indústria de transformação teve crescimento de 10,9% nas exportações, o setor agropecuário sofreu retração de 10% em junho, pressionado pela queda nas vendas de soja, milho e algodão. Apesar disso, o bom desempenho das proteínas animais — especialmente carnes bovina e suína — funcionou como um contrapeso importante, garantindo a resiliência do setor de alimentos nas exportações brasileiras.





O cenário reforça a relevância da cadeia de proteína animal na pauta externa do país e evidencia sua importância econômica diante das oscilações no mercado de grãos e commodities tradicionais.





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