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Com Chicago sem forças, mercado da soja deve voltar ao marasmo habitual

Porto Alegre, 8 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de soja deve retornar ao marasmo habitual, após uma leve reação observada ontem. Isso porque a Bolsa de Mercadorias de Chicago mostra fraqueza e deve deixar os produtores afastados dos negócios. O dólar abriu praticamente estável frente ao real e também não anima.


Na quarta-feira, o mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios no porto e leve avanço nos preços, sustentado pela melhora dos prêmios e pelo desempenho da Bolsa de Chicago. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, esse movimento abriu oportunidades pontuais no mercado físico.


Segundo ele, não foi um dia de grande volume de ofertas, especialmente no mercado spot, onde o spread permanece elevado. O analista observa que o produtor segue resistente aos níveis atuais de preços, o que limita os volumes negociados. Na safra nova, houve poucas novidades, apesar de altas pontuais entre R$ 1,00 e R$ 2,00, dependendo da praça. “Mesmo com esses ajustes, os preços ainda não são atrativos”, avalia.


No geral, as cotações seguem depreciadas e ainda em processo de ajuste, à medida que a safra nova começa a se tornar disponível no mercado.


No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), os preços seguiram em R$ 128,00. Em Rondonópolis (MT), as cotações avançaram de R$ 116,00 para R$ 117,00, enquanto em Dourados (MS) também subiram de R$ 116,00 para R$ 117,00. Já em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 115,00 para R$ 117,50.


Nos portos, Paranaguá (PR) seguiu em R$ 135,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços permaneceram em R$ 137,00.


CHICAGO


* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem baixa de 0,11% na posição março/26 do grão, cotada US$ 10,65 3/4 por bushel.


*Apesar dos sinais de uma maior demanda chinesa pela oleaginosa dos Estados Unidos, a concorrência ainda é muito grande. As expectativas de uma grande colheita no Brasil seguem como fator de pressão para as cotações.


CÂMBIO


* O dólar comercial opera com alta de 0,01%, cotado a R$ 5,3868. O Dollar Index registra valorização de 0,09% a 98,78 pontos.


INDICADORES FINANCEIROS


* As principais bolsas na Europa operam com índices mais fracos. Paris, -0,35%. Frankfurt, -0,13%. Londres, -0,32%.


* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mais baixos. Xangai, -0,07%. Japão, -1,63%.


* O petróleo opera com alta. Fevereiro do WTI em NY: US$ 56,91 o barril (+1,64%).


AGENDA


—–Quinta-feira (8/01)


– EUA: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Comércio.


– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 1/01 – USDA, 10h30.


– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.


– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.


– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.


– China: O índice de preços ao consumidor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.


– China: O índice de preços ao produtor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.


—–Sexta-feira (9/01)


– Alemanha: O saldo da balança comercial de novembro será publicado às 4h pelo Destatis.


– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e INPC referentes a dezembro.


– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.


Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News


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